Nossa História

 Lá no Cerrado, elas começam assim que o Sol nasce. É bom para aproveitar o frescor da manhãzinha e o tempo, sabe?

Elas cardam algodão, aprontam a roda do fiar, vão pra’s veredas buscar fibras de buritis, colocam as linhas na agulha, preparam os fios no tear, buscam cores na natureza e as panelas começam a ferver logo cedo. Que cor sairá de lá? Elas trazem os saberes que vem de longe - das mães, avós e bisavós. E é nesse sentir da passagem do tempo, que as mãos criam peças, lentamente, em cada ponto que tece, evocam memórias de muitas histórias. Fiandeiras, tecelãs, bordadeiras, tingideiras, artesãos .

As mulheres que trazem a força da criação!

 


BORDADO LIVRE

A criação dos desenhos dos bordados veio atarvés de um projeto com os alunos das escolas públicasda zona rural e urbana nos municípios do Noroeste de Minas, os alunos buscaram inspiração nas memórias e experiências dos adultos nas atividades cotidianas e de trabalho vivenciados na zona rural, na fauna e na flora do território Urucuia Grande Sertão. A partir da sobreposição das linhas, pontos e traços pessoais, os desenhos tomam vida pelas mãos das bordadeiras.


FIBRA DE  BURITI 

É no saber dos seus entalhes que os produtos produzidos pelos artesãos da rede Central Veredas com a fibra do buriti tomam formas diversas. A extração do Buriti palmeira típica das veredas é realizada de maneira consciente e sustentavél, visto que, são coletados apenas os braços que estão prestes a cair, depois as fibras passam por um processo de limpeza e corte até ficarem no tamanho ideal, e com suas facas, lixas e trenas elas criam definidos contornos e produtos únicos. As caixas são revestida com as talas das casca do braço do buriti trançadas no tear de bilro, com a fibra também é produzida molduras, flores, bolsas, santos entre outras peças.


FIAÇÃO DO ALGODÃO 

As fiandeiras da rede Central Veredas mantêm viva a fiação manual, são guardiãs do passado, conhecem os mistérios de um saber feminino transmitido pelas avós, mães e tias. Uma tradição preservada pelo isolamento geográfico dos confins do sertão mineiro, território consagrado nas histórias do escritor Guimarães Rosa. Após a colheita do algodão, primeiro retira-se as sementes e qualquer outro tipo de impureza. Depois, carda-se o algodão, o que significa transformar os chumaços em uma leve pluma, as faindeiras recebem o algodão orgânico certificado cardado nas associações e o levam para casa, a maioria delas moram na zona rural e geralmente embaixo de alguma árvore de sombra no quintal, em suas rodas realizam movimentos a um só tempo delicados, firmes e ritmados, transformando as fibras do algodão em fios finos, médios e grossos e estes após retirados da roda, são por elas novelados, e assim segue para a próxima etapa de produção, em outro núcleo de produção.

 


TINGIMENTO NATURAL 

Os variados tons de cores que os fios e as peças de tecelagem produzidas pelas tingideiras da rede Central Veredas adquirem neste processo de tingimento natural são advindos de pigmentos naturais extraídos de folhas, cascas e das serragem das madeiras de diversas árvores do cerrado, muitas da vezes colhidos nos quintais de suas casas, a técnica do tingimento natural tem raízes indígenas e sempre foi usada na zona rural na região. As colorações são diversas, variam em tons de bege, amarelos, laranjas, ferrugens, verdes mais amarronzados e marrons, tons terrosos que remetem ao cerrado, ao Sertão Mineiro. 


TECELAGEM MANUAL

Usando a técnica artesanal e um saber tradicional, todas as peças de tecelagem são produzidos pelas tecelãs no tear manual de pedal. O trabalho manual da tecelagem demanda alto grau de concentração. No tear, primeiro prepara-se a teia na urdidura, espécie de tela de madeira com pentes. Depois, a tecelã segue orientações de determinados tipos de desenhos e padrões que deseja tecer. Por fim, ela joga a lançadeira, um cilindro que percorre o tear de um lado para o outro, passando o fio, um para lá, um para cá, formando a trama, com diversos padroes e texturas. 

Sobre a loja

Nós acreditamos que nossa vida deve ser rodeada de afeto, que o que nos circunda no dia-a-dia deve ter histórias e boas memórias para contar. As peças que trazemos para nossa casa são elementos que contam nossa trajetória, nosso modo de vida e o que acreditamos. Uma vida sobretudo com um consumo mais consciente é o que propomos. Um novo olhar para o artesanato, para seus fazeres e saberes.

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